Estenose de Carótida

As artérias carótidas são as responsáveis pelo fluxo de sangue no cérebro. A estenose é quando essas artérias se tornam estreitas ou ficam obstruídas, o que pode causar os acidentes vasculares cerebrais isquêmicos (AVC).

Esse estreitamento das artérias carótidas ocorre pela aterosclerose, uma degeneração gradual da parede das artérias, cujas principais causas são hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, tabagismo e colesterol alto. A aterosclerose provoca uma obstrução gradual das artérias, fazendo com que o espaço para a passagem do sangue fique cada vez mais estreito, e podendo chegar à obstrução (entupimento).

Nas artérias carótidas, porém, a força da passagem do sangue pode romper a placa de aterosclerose, fazendo com que seus detritos alcancem a circulação cerebral e provoquem o derrame (AVC).

O diagnóstico da doença carotídea começa na consulta clínica e o exame inicial para confirmação da doença é o ultrassom-Doppler, um exame simples, sem o uso de radiação e que não requer preparação do paciente. Neste exame, o médico pode ver o estreitamento das artérias e medir a velocidade com que o sangue passa em seu interior. Quanto mais alta a velocidade, maior o grau de estreitamento.

 

TRATAMENTOS

O tratamento cirúrgico está indicado nos estreitamentos mais graves. A cirurgia convencional, endarterectomia, o cirurgião vascular faz uma incisão (corte) no pescoço e remove cirurgicamente a placa de dentro da artéria carótida. Assim, o sangue volta a fluir normalmente pela artéria evitando AVC.

Ou ainda é possível fazer uma Angioplastia com “stent”, em que o cirurgião vascular faz uma punção (perfuração) na artéria da virilha, chegando por meio de cateterismo até o pescoço. Uma vez perto da lesão, realiza-se a angioplastia (dilatação) do estreitamento e é colocado um “stent”, espécie de rede tubular metálica, que mantém o tamanho original do vaso. Esse tratamento é minimamente invasivo e, normalmente, feito em menos de 30 minutos.

Aneurismas

Aneurisma é a dilatação anormal de um vaso sanguíneo, causada pelo enfraquecimento das paredes do vaso, por trauma ou por doença vascular. O aneurisma pode acontecer qualquer vaso do corpo e dependendo da localização, ele recebe um nome diferente, como aneurisma de aorta abdominal ou torácica, aneurisma de artéria poplítea, artéria esplênica…. O risco dessa doença é que o vaso pode romper e causar hemorragia ou faltar sangue (isquemia) aos tecidos irrigados pela artéria acometida. Quando rompem, os aneurismas apresentam altas taxas de mortalidade. Na maioria dos casos, não há sintomas, o que dificulta o diagnóstico.

Um exame clínico especializado, realizados pelo médico vascular, são suficientes para o diagnóstico, mas em alguns casos são necessários alguns exames complementares para auxiliar na decisão sobre o tratamento, como o uso do ultrassom com Doppler, que é um exame não invasivo, ou seja, não utiliza radiação e não provoca dor, e que ajuda a dar respostas iniciais sobre a doença.

TRATAMENTOS

O tratamento dos aneurismas deve ser feito com cirurgia, quando indicado. Para os aneurismas de aorta, atualmente, o tratamento endovascular é o de escolha, feito pela exclusão do aneurisma da circulação através do implante de uma endoprótese (“stent” revestido por tecido), sendo minimamente invasivo, e, em alguns casos podendo ser realizado sem cortes. A cirurgia aberta convencional, invasiva, fica reservada para casos em que não há viabilidade de se empregar a técnica endovascular

Outros aneurismas, como o de artéria esplênica, o tratamento é feito através de Embolização Endovascular, que consiste em levar um cateter até o aneurisma, introduzindo pequenas molas ou colas para que ele coagule e depois cicatrize.  

Doença Arterial Periférica

A doença arterial periférica ocorre com o estreitamento, endurecimento ou até entupimento (oclusão – trombose) das artérias que levam o sangue para os membros do corpo (braços e pernas), sendo mais comum o acometimento nos membros inferiores do que nos superiores.

A causa mais comum desta doença é a aterosclerose, que é  o acúmulo de placas de gordura, proteínas, cálcio e células da inflamação na parede dos vasos sanguíneos, causando os estreitamentos e obstruções, levando a dificuldade da progressão do sangue, oxigênio e nutrientes para os tecidos dos membros  como músculos, nervos, ossos e pele.

Os principais fatores de risco para a doença são o colesterol elevado, diabetes, doença cardíaca, pressão arterial alta, doença renal, fumo, derrame, sedentarismo, obesidade, histórico familiar e idade acima de 55 anos.

Os principais sintomas são a dificuldade para caminhar com muita dor no pé e panturrilha (batata da perna), eventualmente na coxa e glúteo (nádega) do membro acometido, e que cessa depois de alguns minutos de repouso (este sintoma é chamado de claudicação intermitente). Nos casos mais avançados pode ocorrer aparecimento de feridas ou gangrena nos pés pela condição de extrema falta de circulação.

A história da doença e o exame clínico especializado, realizados pelo médico vascular, são suficientes para o diagnóstico, mas em alguns casos são necessários alguns exames complementares para auxiliar na decisão sobre o tratamento, como o uso do ultrassom com Doppler, que é  um exame não invasivo, ou seja, não utiliza radiação e não provoca dor, e que ajuda a dar respostas iniciais sobre a doença.

 

TRATAMENTOS

O tratamento cirúrgico é indicado nos casos avançados e pode ser feito por cirurgia aberta ou pela técnica endovascular. Na cirurgia aberta, a revascularização do membro afetado é feita através da retirada da placa que está obstruindo a artéria ou com pontes de prótese ou veia safena para levar sangue ao local da obstrução. Já a técnica endovascular é menos invasiva. Com um pequeno acesso na virilha são introduzidos cateteres e fios-guias que fazem a abertura do local obstruído com a utilização de balões de angioplastia e colocação de “stents”.

Aterosclerose

A aterosclerose é a principal causa de morte no Ocidente. É caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura, cálcio e outros elementos nas paredes das artérias, o que pode causar a obstrução completa do vaso ou reduzir seu calibre, provocando dificuldade de irrigação nos tecidos. É uma doença sistêmica, que pode acometer diversas artérias do organismo. Qualquer artéria do corpo sofrer a aterosclerose e causar diferentes consequências, dependendo de onde se instalar. É esse processo de obstrução que causa, por exemplo, o infarto e o AVC.

Entre o grupo de riscos estão pacientes entre 50 e 70 anos, com alto nível de colesterol, hipertensos, diabéticos, fumantes e com pessoas na família que já tiveram a doença.

TRATAMENTOS

O tratamento visa o controle rigoroso dos fatores de risco e um regular acompanhamento com cardiologista, com a finalidade de evitar a progressão desta doença, podendo ocasionar suas complicações que estão descritas neste site.

Pé Diabético

O pé diabético é uma complicação do Diabetes Mellitus, uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o organismo não utiliza de forma adequada a insulina que produz. O pé diabético surge por causa de qualquer alteração ou complicação aguda (recente) ou crônica (de longa data) nos pés do diabético. Podem ocorrer alterações como calos, rachaduras, espessamento das unhas, micoses, deformidades ósseas, feridas de difícil cicatrização, infecções e, nos casos graves, até a gangrena.                   

As modificações nos pés causadas pelas alterações neurovasculares prejudicam a independência e o trabalho, podendo causar incapacidade física, invalidez precoce, e muitas vezes, levar a amputações.

Por isso, é importante que o diabético cuide diariamente de suas unhas e da pele dos pés, usando sabonetes suaves, enxugando cuidadosamente entre os dedos com toalhas macias, hidratando os pés após os banhos e aparando as unhas retas sem retirar as cutículas.

O paciente ainda deve fazer a inspeção diária dos pés e dos dedos, incluindo a planta do pé e a região entre os dedos para procurar possíveis ferimentos.

Quando identificamos que existem lesões arteriais que estão causando a má circulação, a participação do cirurgião vascular passa a ser importante.

 

TRATAMENTOS

O procedimento endovascular chamado dilatação arterial ou angioplastia, que pode ser complementada ou não pelo implante de uma estrutura, geralmente metálica, no interior da artéria o chamado “Stent” geralmente é o mais indicado nestes casos.  

Trombose Venosa Profunda

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é a doença causada pela coagulação do sangue no interior das veias do sistema venoso profundo. As veias mais comumente acometidas são as dos membros inferiores (cerca de 90% dos casos). Os sintomas mais comuns são a inchaço (edema) e a dor.

Os fatores de risco para o desenvolvimento da TVP são: uso anticoncepcionais ou tratamento hormonal, varizes, pacientes com insuficiência cardíaca, tumores malignos ou obesos e alterações genéticas que alteram a coagulação (trombofilia). Além destes, há situações anatômicas, na qual uma artéria comprime a veia, provocando estreitamento e lentificação do fluxo sanguíneo, podendo causar TVP. Esta situação é chamada de Síndrome de Cocket ou May-Thurner e deve ser suspeitada quando pacientes, principalmente mulheres, apresentarem edema no membro inferior esquerdo.

Outras situações são importantes no desencadeamento da trombose como cirurgias de médio e grande portes, infecções graves, traumatismo, a fase final da gestação e o puerpério (pós-parto).

A maioria das tromboses venosas na sua fase inicial não apresentam sintomas (são assintomáticas), muitas vezes o primeiro sinal de que a pessoa está com trombose venosa é a embolia pulmonar (em alguns casos o trombo inteiro ou um fragmento dele se desprende e “viaja” na circulação venosa até atingir o pulmão, provocando falta de ar e até a morte). Como o local mais frequente das tromboses venosas são as pernas, o paciente pode apresentar inchaço, dor no músculo, musculatura endurecida, diferença de volume de uma perna em relação à outra, pé um pouco arroxeado e, às vezes, perna mais quente. O diagnóstico clínico é extremamente difícil, quando há suspeita desta doença há a necessidade da realização de exames complementares. Para a confirmação, o ultrassom vascular com Doppler é o exame de escolha.

 

TRATAMENTOS

O objetivo principal do tratamento é evitar a embolia pulmonar, extensão da trombose e, ainda, a recorrência da trombose e suas sequelas nas pernas. A medicação mais usada são os anticoagulantes (medicações que dificultam o organismo de formar coágulos, “afinam” o sangue, mas que não dissolvem o trombo). Na maioria dos casos, a TVP é tratada por 3 a 6 meses, com o uso destas medicações. Para pacientes que tiveram a trombose mais de uma vez o tratamento deve ser mais prolongado e pode ser para toda a vida.

Em casos específicos, com quando a trombose é muito extensa, pode haver necessidade de cirurgia. Esta é feita por meio de cateterismo do membro afetado e instilação de medicação que visa dissolver o trombo (chamadas de trombolíticos). Quando identificado que a Síndrome de Cocket ou May-Thurner foi a causa, ainda há necessidade de se realizar um procedimento endovascular com dilatação venosa ou angioplastia, complementada com implante de “stent”.

Tumor Glômico Carotídeo

É um tipo de câncer nas células da bifurcação da artéria carótida, responsáveis por regular a pressão sanguínea.

 

TRATAMENTOS

O tratamento é cirúrgico na maioria dos casos, dependendo do tipo e tamanho, sendo feito através da sua remoção cirúrgica, precedida, ou não, de embolização por técnica endovascular.

Úlcera Venosa

As úlceras são feridas que podem aparecer nas pernas que sofreram algum tipo de trauma, como em pacientes com varizes. Elas surgem por causa do aumento da pressão dentro das veias.

Varizes e Vasinhos

As varizes são veias dilatadas que surgem nas pernas, por causa do mau funcionamento das válvulas existentes nesses vasos. As varizes causam desconforto nas pernas, inchaço, sensação de peso e a dilatação das veias superficiais. Podem atingir pessoas que ficam muito tempo em pé ou sentadas, que tenham familiares com o problema, grávidas, pessoas que emagrecem rápido ou obesas, e ainda pessoas que tenham sofrido lesões nas pernas. O comprometimento das veias safenas pode levar a quadros mais graves, como flebites, tromboflebites, trombose venosa profunda, ou até mesmo progressão para insuficiência venosa crônica, com escurecimento da pele da perna (dermatite ocre), podendo levar a formação de úlceras venosas.

As varizes são diferentes dos vasinhos (telangectasias), que são microvasos que apresentam pigmentação arrocheada/avermelhada e ficam nas camadas mais superficiais da pele e tem no máximo um milímetro de diâmetro, podendo ter conexões com as chamadas veias nutridoras (varizes reticulares).

O tratamento de vasinhos e veias reticulares é estético, já as varizes podem ocasionar problemas mais graves.

 

O exame de ultrassom-Doppler, que é um exame não invasivo, é fundamental para definição da estratégia de tratamento das varizes e avaliação do comprometimento ou não das veias safenas.

 

TRATAMENTOS

Para as varizes, o tratamento é cirúrgico, com a remoção das veias varicosas, principalmente quando associada a insuficiência da veia safena magna (interna) ou parva (externa).

O tratamento das veias safenas pode ser feito por cirurgia convencional através de sua remoção (fleboextração), que é um procedimento invasivo e gera bastante desconforto no pós-operatório. Existe uma outra opção, que é a que temos dado preferência, quando indicada, que é a termoablação da veia safena com laser ou radiofrequência. Neste procedimento, a veia safena é puncionada guiada por ultrassom (não há cortes) e uma fibra (cateter) é introduzida por dentro dela, gerando calor, “queimando” a veia por dentro. Com esse procedimento, não há necessidade de remoção da veia, que após “queimada”, será reabsorvida pelo organismo. O fato de não ser necessário a remoção da veia safena com o procedimento com laser ou radiofrequência, tona o procedimento menos invasivo, com menos dor no pós-operatório, recuperação mais rápida, menor formação de hematomas, com menor risco de infecção e trombose.

 

Já o tratamento dos “vasinhos” necessita de técnicas específicas de estética, que são as aplicações (escleroterapia) com diferentes tipos de líquidos esclerosantes (glicose hipertônica, etamolin e polidocanol), a técnica de espuma e as microcirurgias. Estas podem ser feitas no consultório, por seções, ou em alguns casos, principalmente quando há grande quantidade de vasinhos e veias nutridoras, associadas à varizes, podemos empregar a terapia combinada, que visa o tratamento das varizes associado à aplicações (convencional e/ou espuma) e microcirurgias, no mesmo ato operatório, sob anestesia, sem dor e feito em maior quantidade, comparado às seções feitas no consultório. A terapia combinada, além da retirada das varizes que necessitam ser tratadas, ainda pode melhor em mais de 80% as varizes estéticas de uma só vez.

Fale Conosco

Envie-nos um e-mail e nós retornaremos para você, o mais rápido possível.

Não pode ser lido? Mude o texto. captcha txt